quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Não abandone a causa da liberdade

A constituição norte-americana que foi feita para limitar o poder e abuso do governo, falhou. Aquela nação que se desenvolveu como a mais livre do planeta, já foi alertada pelos ‘pais fundadores’ que uma sociedade livre depende de pessoas virtuosas e morais. A atual crise reforça que essa preocupação era justificada.
A maioria dos políticos estão cientes dos problemas que enfrentamos, mas gastam boa parte do tempo tentando reformar o governo buscando limitar cada vez mais a liberdade. As questões morais que isso implicam são totalmente ignoradas. Mais do que isso, se algumas pessoas estão infelizes com as ações tomadas pelo governo elas devem se lembrar que esse governo nada mais é que o reflexo da imoralidade da sociedade. Todas as práticas do estado de bem-estar social acima de qualquer julgamento e a inveja para com o ser bem sucedido são apenas alguns exemplos.
Se ainda há muitas coisas que vemos como exemplo de prosperidade, fica muito evidente que esse patamar foi atingido numa época anterior, onde a impressão de dinheiro, mostruoso gasto governamental e expansão de crédito não eram as palavras de ordem responsáveis por uma melhora na qualidade de vida dos cidadãos. Muitas das conseqüencias dessa perda de liberdade, ainda estão por ser sentidas.
Também não podemos achar que a via política é a mais importante para atingirmos esse maior patamar de liberdade. No máximo, podemos usá-la como uma ferramenta para elucidar a população em geral sobre a importância da liberdade e de ter responsabilidade por si mesmos.
A maioria das mudanças, caso elas estejam por vir, não acontecerão por conta dos políticos, mas sim por indivíduos, famílias, amigos ou líderes intelectuais. Rejeitar o uso de coerção, força bruta e ordens do governo como moldes de comportamento social e economico, são as únicas saídas. Ignorar essa solução e assistir ao constante aumento no patamar do governo fazem dos indivíduos honestos as verdadeiras vítimas.
A idéia de um mundo onde a sociedade viveria rejeitando todos os atos de agressão são sempre consideradas com simples demais, muito idealistas, impraticáveis e até utópicas. Até entende-se essa negação, uma vez que durante milhares de anos as forças governamentais controlando as pessoas, ao invés de plena liberdade, foram consideradas morais e única alternativa viável em busca de paz e prosperidade.
Atribuir ao governo a função de busca por paz e prosperidade que me parece ainda mais absurda, uma vez que essa instituição foi responsável por centenas de milhões de mortes durante o século XX. Nenhuma instituição detentora do monopólio da força pode ser considerada como provedora de paz.
O princípio de não-agressão e rejeição sob qualquer ofensiva que se faz com o uso da força deve fazer parte do nosso dia-a-dia. Os pais fundadores já nos lembraram que uma sociedade livvre não existiria sem pessoas morais. Escrever leis ou regras não funcionam se as pessoas escolhem ignorá-las.
 Para alcançar liberdade e paz devemos livrar-nos de dois sentimentos mais do que presentes no dia de hoje. A primeira é a “inveja” que leva ao ódio e guerra de classes, a segunda é a “intolerância”, que leva a políticas destrutivas. Esses sentimentos devem ser substituidos por uma compreensão muito melhor de amor, compaixão, tolerância e livre mercado. A liberdade, quando compreendida, une as pessoas. Uma vez tentada, torna-se popular.
O problema que enfrentamos é que o intervencionismo economico e social se baseiam na inveja e intolerância em relação a hábitos e estilos de vida. A ideia erronea que tolerância é a mesma coisa que o endosso de uma certa atividade, motiva muitos a legislar seus padrões moraes, algo que só deveriam ser determinado pelo indivíduo tomando suas próprias decisões. Ambos os lados utilizam a força para lidar com essas emoções erradas. Ambos são autoritários. Nenhum endossa voluntarianismo. Ambas linhas de raciocínio deveriam ser rejeitadas.
Se tive uma convicção sobre as coisas após muitos anos, é que a melhor oportunidade de se alcançar paz e prosperidade  para o máximo de pessoas, é lutar pela causa da liberdade.
Se você acha que essa é uma valiosa mensagem, espalhe-a.
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Livre adaptação de um discurso de Ron Paul no congresso norte-americano.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Miguxos Kaiowá e a lógica contra a propriedade privada

Nos últimos meses, a página de humor Anarcomiguxos do Facebook atingiu um alcance razoável, muito por conta da popularidade dos vídeos do Daniel Fraga no YouTube e também pela dedicação de seus administradores que alimentam a página com uma grande quantidade e criatividade de conteúdo.

De início, podemos achar que o teor de humor gira em torno de críticas em relação ao sistema anarcocapitalista e as suas possíveis limitações, mas a agenda da página é claramente a de desmoralizar qualquer tipo de benesse em relação ao mercado e nos “elucidarmos” contra esse mal, além de defender o intocável estado, quando questionado.

Vamos supor que já chegamos nesse patamar de iluminação no qual o anarcocapitalismo é uma alternativa absurda e imoral. Qual é a saída, então? Esse é um tipo de pergunta claramente evitada nessa página. Seria um grupo de militantes tucanos, petistas, liberais, progressistas, marxistas ou anarquistas? Muito melhor ficar em cima do muro, onde as crenças não podem ser confrontadas.

Realmente não há motivo de expor as incoerências. Por que eu tenho de defender Cuba e Coréia do Norte se basta eu postar críticas em relação a Hong Kong e Singapura? Por que eu preciso me posicionar em relação à política inflacionária que destruiu a classe média ao redor do mundo se basta eu postar a foto de crianças desnutridas e atribuir ao capitalismo? Por que eu vou sugerir alternativas ao setor aéreo se basta eu mostrar um exemplo de parceria público-privada como case de sucesso? Por que eu vou questionar o milionário Zuckerberg se eu posso usar sua rede social para criticar o mercado?

 A retórica até foge um pouco do padrão por conta da abordagem de humor, mas a tática vermelha não tem como ser muito diferente. As palavras de ordem são: deturpação histórica e deturpação semântica. Isso já rende boas piadas a aqueles que têm um posicionamento político mais do que comum, mas precisam se achar diferentes. Acreditam que basta terem as pessoas certas no poder, regular o mercado da mão dos gananciosos e manter um poderoso estado de bem-estar social. Isso não rende boas risadas e é mainstream. Como mainstream não é bacana, acharam o nicho certo. Mas ainda assim me soa estranho. Seria como o Globo dedicar seu tempo falando mal do programa de madrugada de um canal pago que aumenta sua audiência, mas ainda sim está longe de ser amplamente popular.

Eles se divertem com o fato do movimento libertário estar em constante crescimento e de estarmos vivendo num “mundo dos sonhos”, mas o mundo bacana mesmo é basear-se nesse “sonho” para viver o próprio mundo. Coisa linda!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Guia da retórica estatista

Caso você queira se sentir seguro como um verdadeiro amante da democracia, estado de bem-estar social ou até mesmo do socialismo (mas não aquele que deu errado na União Soviética, Cuba ou Coréia do Norte) há algumas definições necessárias para que a retórica esteja de acordo com suas crenças.

Meu objetivo é auxiliá-lo em discussões sobre esse tema.

Vamos lá:

Reacionário: Fundamental! Não dá para começar uma discussão com algum não-estatista sem jogar essa verdade na cara desses seres! O progresso estatista é inevitável, portanto, não dá pra aceitar alguém se opondo a isso. Lembre-se, alguém que reaja a uma inércia se encaixa nesse contexto. Se uma ovelha decidir não seguir com o rebanho, ela nega sua natureza de ovelha.

Egoísmo: Fale algumas verdades! Com que direito alguns indivíduos acham que o estado, único capaz de servir ao povo sem o ganancioso objetivo de lucro, não pode ficar com uma parte de sua propriedade para satisfazer o bem-comum?

Neoliberalismo: A lógica é simples: Se opõem ao sistema de bem-estar social? Neoliberal! Simples assim! Não existem arranjos que prezem pelo respeito à liberdade econômica e individual. Isso é contraditório.

Manipulação da mídia: A agenda da mídia não tem nada a ver com interesses estatais e empresas parceiras. A manipulação é para exaltar o capitalismo.

Capitalismo: Gera desigualdade, pois alguns podem melhorar suas condições de vida enquanto outros não. A miséria não tem nenhuma influência com a carga tributária e inflação da moeda. Ela acontece, pois o capitalismo é um sistema opressor.

Socialismo: Suas supostas experiências ao longo do século XX não foram socialistas! Não podemos dizer que Lênin, Stalin, Mao Tsé-Tung e Fidel aplicaram o socialismo de fato. Reacionários impediram isso. Sem eles, todas as milhões de morte não teriam ocorrido.

Igualdade: Não podemos encerrar, senão por esse conceito. A mais justa igualdade não é a igualdade de oportunidades, mas sim igualdade de condições. Não é justo alguém acumular riqueza só porque foi capaz de explorar alguma necessidade no mercado. Somos todos humanos e como tal, não podemos nos diferenciar uns dos outros.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O sacrossanto estado

Inúmeros tabus foram quebrados nas últimas décadas. Assuntos antes proibidos, agora podem ser debatidos em ambientes familiares, no trabalho, etc., mas questionar a necessidade do estado facilmente gera a fúria no meio comum. Parece que atingimos um campo daqueles “assuntos que não podemos falar” e rapidamente faz-se de tudo para desmerecer o questionamento.

É comum que perguntem coisas como - Me diga um lugar onde o estado não exista? - Esse tipo de pergunta só serve para desviar-nos do ponto principal, que é avaliar a necessidade da existência do monopólio estatal em diversos níveis. Além disso, inocentemente a mesma falácia era muito usada no começo do século XIX para tratar do assunto escravidão, com a mesma pergunta – Me diga um período da história onde a escravidão não existiu?

O questionamento em relação à necessidade do estado já é relevante quando se dá alternativas privadas em um determinado setor. Inúmeros exemplos estão aí para mostrar o quão ineficiente são algumas intervenções estatais como no setor de correios, saúde, educação, energia, etc. A capacidade do mercado em suprir as demandas nesses setores é evidente, mas ao mesmo tempo o estado nos doutrina a acreditar que tudo deve estar sob controle de suas sabedorias sacrossantas.

O estado é realmente eficiente quando se trata da capacidade em manter-nos em letargia, e quando vemos, estamos apoiando sua existência. Tão ruim quanto esse movimento interno para promover o estatismo, é ver a contraproducente campanha pró-estado feita até por minarquistas e neoconservadores. Muito mais produtivo seria deixar esse tabu de lado e considerar alternativas libertárias para satisfazer a população.

Não ser capaz de criar alternativas privadas do dia para a noite em todos os setores não acontece por se tratar de uma utopia, e sim, pois o nosso estágio de conhecimento e padrões morais são ainda muito convergentes com o necessário para um genuíno respeito a propriedade privada e principio de não-agressão, arranjo sugerido pelo anarco-capitalismo.

Tudo isso, sem mencionar o caráter coercivo dessa instituição chamada estado. Isso já seria motivo de sobra para questionar sua existência.

Portanto, questione os atos nefastos ou absurdos dessa instituição e não se cale frente aos seus defensores. A obediência é a melhor amiga do detentor do poder.


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Por fim, sugiro a seguinte leitura: Por que não podíamos abolir a escravidão ontem e não podemos abolir o governo hoje

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Desobediência Civil

trechos do livro Desobediência Civil, de Henry D. Thoreau - 1848

“O melhor governo é o que governa menos” – aceito entusiasticamente esta divisa e gostaria de vê-la posta em prática de modo mais rápido e sistemático. Uma vez alcançada, ela finalmente equivale a esta outra, em que também acredito: “O melhor governo é o que absolutamente não governa”, e quando os homens estiverem preparados para ele, será o tipo de governo que terão. Na melhor das hipóteses, o governo não é mais do que uma conveniência, embora a maior parte deles seja, normalmente, inconveniente – e, por vezes, todos os governos o são.

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Toda votação é uma espécie de jogo, como o de damas ou o gamão, com um leve matiz moral, um jogo com o certo e o errado, com questões morais, naturalmente acompanhado de apostas. O caráter dos votantes não está em discussão. Dou meu voto, talvez, ao que considero direito, mas não estou vitalmente interessado em que este direito prevaleça. Disponho-me a deixar isto nas mãos da maioria. A obrigação desta, portanto, jamais excede a da conveniência. Mesmo votar em favor do direito é não fazer coisa alguma por ele. Significa apenas expressar debilmente aos homens seu desejo de que ele prevaleça. Um homem sábio não deixará o direito à mercê do acaso, nem desejará que ele prevaleça por meio do poder da maioria. Não há senão uma escassa virtude na ação de multidões de homens. Quando a maioria finalmente votar a favor da abolição da escravidão, será porque esta lhe é indiferente ou porque não haverá senão um mínimo de escravidão a ser abolida por meio de seu voto. Eles, então, serão os únicos escravos. Somente o voto de quem afirma sua própria liberdade através desse voto pode apressar a abolição da escravidão.

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O Estado nunca enfrenta intencionalmente a consciência intelectual ou moral de um homem, mas apenas seu corpo, seus sentidos. Não está equipado com inteligência ou honestidade superior, mas com força física superior. Não nasci para ser forçado a nada. Respirarei a meu próprio modo. Vejamos quem é o mais forte. Que força tem uma multidão? Só pode forçar-me aquele que obedece a uma lei mais alta que a minha. Forçam-me a tornar-me como eles. Não sei de homens que tenham sido forçados a viver desta ou daquela maneira por uma massa de homens.

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Que espécie de vida seria essa? Quando me deparo com um governo que diz “Teu dinheiro ou tua vida”, porque deveria apressar-me em dar-lhe meu dinheiro? Ele pode estar em grande dificuldade e não saber o que fazer, mas não posso ajudá-lo nisso. Ele deve ajudar a si mesmo, fazer como eu faço. Não vale a pena lamuriar-se. Não sou responsável pelo bom funcionamento da maquinaria da sociedade. Não sou o filho do maquinista. Observo que, quando uma bolota de carvalho e uma castanha caem lado a lado, uma não se mantém inerte para dar lugar à outra, mas ambas obedecem as próprias leis, e desenvolvem-se e crescem e florescem tão bem quanto podem, até que uma delas, talvez, domine e destrua a outra. Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, ela morre, e assim também um homem.

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A autoridade do governo, mesmo aquela a que estou disposto a me submeter – pois obedecerei com prazer àqueles que saibam e possam fazer melhor do que eu, e, em muitas coisas, mesmo àqueles que não saibam nem possam fazer tão bem -, é ainda uma autoridade impura: para ser rigorosamente justa, ela deve ter a sanção e o consentimento dos governados. Não pode ter nenhum direito puro sobre minha pessoa e meu patrimônio, apenas aquele que lhe concedo. O progresso de uma monarquia absoluta para uma monarquia limitada e desta para uma democracia é um progresso no sentido de um verdadeiro respeito pelo indivíduo. Mesmo o filósofo chinês foi sábio bastante para ver no indivíduo a base do império. Será a democracia, tal como a conhecemos, o ultimo desenvolvimento possível em matéria de governo? Não será possível dar mais um passo além no sentido do reconhecimento e da organização dos direitos do homem? Jamais haverá um Estado realmente livre e esclarecido até que este venha a reconhecer o indivíduo como um poder mais alto e independente, do qual deriva todo seu próprio poder e autoridade, e o trate da maneira adequada. Agrada-me imaginar um Estado que, afinal, possa permitir-se ser justo com todos os homens e tratar o indivíduo com respeito, como um seu semelhante; que consiga até mesmo não achar incompatível com sua própria paz o fato de uns poucos viverem à parte dele, sem intrometesse com ele, sem serem abarcados por ele, e que cumpram todos os seus deveres como homens e cidadãos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fear No Hurricane: Obama Quietly Approved Federal Subsidies to Houses in Floodplains in July


President Obama expanded a program offering subsidized insurance to ocean-front homeowners this summer.

Four months before Hurricane Sandy hit the East Coast, President Obama quietly signed legislation expanding the federal program that offers taxpayer-subsidized flood insurance to ocean-front homeowners.

The law extended the National Flood Insurance Program for five years while also opening the program for the first time to multi-family properties like beachfront condominiums. The flood insurance provisions were part of a bill known as the Moving Ahead for Progress in the 21st Century Act that passed the House 373 to 52 on June 29 and the Senate by 74 to 19 the same day. President Obama signed it into law on July 6 with remarks that dwelled on the transportation spending and student loan-related language in the Act, but made no mention at all of the flood insurance.

The Left tends to look at hurricanes as examples of how government works well—the National Weather Service warns people, police and firefighters help with evacuations and rescue, and the Federal Emergency Management Agency helps clean up. Free-market types, by contrast, argue that hurricane casualties are partly the result of unintended consequences of government actions: without federal flood insurance, many fewer people would take the risk of living in low-lying areas vulnerable to storm surges.
Television reporter John Stossel, who once had an oceanfront house washed away by a storm, has called the flood insurance program an “outrage” and “dumb.”

“The subsidized insurance goes to affluent homeowners on both coasts — from Malibu Beach, where movie stars live, to Kennebunkport where the Bush family has a vacation home, to Hyannisport, where the Kennedy family has a summer home, to the Hamptons, where I bought my house,” he wrote.

In part to respond to criticism such as Mr. Stossel’s, this summer’s five-year extension and expansion of the flood-insurance program was described by its backers as “reform.” The legislation is sometimes known as the Biggert-Waters Flood Insurance Reform Act of 2012, after its champions, two congresswomen—Judy Biggert, a Republican of Illinois, and Maxine Waters, a Democrat of California.

The federal flood insurance program shares several characteristics with the Medicare and ObamaCare programs that provide health insurance. Like Medicare, the federal flood insurance law was originally enacted under President Lyndon Johnson. And as is eventually predicted for Medicare, “current premiums are not enough to cover expected costs,” and the flood insurance program wound up costing $18 billion.

As ObamaCare does, the flood insurance program operates through private insurance companies whose annual premium increases are limited by the government. And, as with ObamaCare, the flood insurance program features “community rating,” which means the riskiest cases are not charged the highest rates.

This summer’s extension of the flood insurance law was a textbook example of how the system in Washington works, or doesn’t work. Though billions of dollars and hundreds of thousands of lives were at stake, the extension got virtually no mainstream press attention. It was covered extensively, however, in Insurance Journal, a trade publication that caters to the industry with headlines such as “Agents, Insurers Cheer Congress OK of Flood Insurance Reform Bill.”

The 584-page congressional conference report that included the flood insurance provisions was filed on Thursday June 28; the House and Senate both voted on it on Friday, June 29, an apparent violation of Speaker Boehner’s pledge that the text of bills would be posted online at least three days before a vote. A surprising number of congressmen and senators with reputations as conservatives voted for the law, including Paul Ryan and Jeb Hensarling, Jon Kyl and Mitch McConnell. Among the minority who opposed the bill were Marco Rubio, Pat Toomey, Jim DeMint, Ron and Rand Paul, Rob Portman, and John Cornyn.

The next week was interrupted by the Fourth of July holiday. When Mr. Obama signed the bill into law on July 6, he was almost apologetic, saying, “We wouldn’t normally keep you this late on a Friday afternoon.”

Mark your calendar for 2017, when the federal flood insurance program will come up again for renewal. Does it really have to take a 100-year storm to cause Congress to come around to the idea that subsidizing home-ownership in flood plains may not be something for which it is worth borrowing money from China?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vem aí a geração que vai subverter o direito autoral

Por Tatiana de Mello Dias

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Quem cresceu entre os anos 80 e 90 perdeu algum tempo gravando coletâneas em fitas cassete – a forma pirata, e única, na época, de reunir em um só lugar nossos sons favoritos. A vida musical mudou radicalmente nos anos 2000. Com o Napster nós poderíamos ter qualquer música do mundo. A conexão era lenta, mas a possibilidade estava ali.

Depois disso foi tudo muito rápido. Todo mundo ficou encantado com as mudanças que o YouTube trouxe. Depois dele vieram inúmeros serviços de acesso à cultura, piratas ou não, no computador ou no celular. Tudo mudou.

As gerações que viveram isso, na qual me incluo, acham que o Napster foi a grande revolução na forma como consumimos cultura. Ele foi o estopim, mas a grande revolução ainda está em curso. E quem vai completá-la são as crianças de hoje. Nós somos apenas a transição, a geração que se deslumbra com a tecnologia, mas esbarra em regras e leis de um sistema que ainda não se adaptou.

As crianças de hoje não conhecem um mundo sem internet. Quando querem saber como uma planta carnívora come um inseto, vão ao YouTube pelo celular e têm a resposta imediata para a dúvida. Se ouvem uma música na rua e pensam “que legal”, em poucos minutos podem descobrir que som é aquele, encontrá-lo na internet e ouvir aquilo até matar a vontade. Para elas, não existe o mundo real e a internet. É tudo parte da mesma realidade, em que todo o conteúdo do mundo está acessível o tempo todo.

Quando essa geração que não viveu o mundo offline começar a esbarrar nas leis obsoletas impostas por indústrias e governos, essas regras se tornarão ainda mais ineficientes – ou completamente inúteis (e incompreensíveis). As crianças hoje podem criar um perfil no Facebook e criticar a escola, fazer um tutorial de maquiagem e postar no YouTube. Não apenas recebem a informação, mas se apropriam naturalmente de ferramentas de discurso. “É a alfabetização das nossas crianças”, diz Lawrence Lessig, advogado americano que criou as licenças Creative Commons, em uma palestra do TED em 2007.

Isso é, para ele, o “abolicionismo dos direitos autorais”. Lessig diz que essa é uma geração que “rejeita a noção básica de direito autoral e acredita que a lei não é nada mais do que uma chatice a ser ignorada e confrontada em qualquer oportunidade”. É uma posição extrema – incentivada por regras extremas. “Nós temos de reconhecer que eles são diferentes de nós. Nós fazíamos fitinhas; eles fazem remix. Nós assistíamos à TV; eles fazem TV”.

Quem nasceu no ano da palestra, 2007, já começa a comprovar a teoria – mesmo sem nem imaginar que existem algumas regras do mundo dos adultos que são burladas nas tarefas mais cotidianas na internet, como procurar uma música ou assistir a um vídeo no YouTube. Se algumas leis parecem sem sentido para a geração das fitas cassete, para as crianças de hoje elas serão, no máximo, uma lembrança dos pais ou uma citação na aula de história. Pode até ser engraçado.

Reddit lança rádio para novas bandas
Caótico e influente, berço de memes e palco de discussões profundas ou totalmente inúteis, o Reddit agora também tem uma rádio. Ela funciona como o site: os membros (os “redditors”) postam os sons, que são promovidos conforme os votos dos outros membros. Só são aceitas músicas originais de bandas novas – e é tudo livre para ouvir em streaming. Acesse em radioreddit.com.

The Pirate Bay cai por falta de energia
O Pirate Bay ficou quase dois dias fora do ar. E isso aconteceu ao mesmo tempo em que o provedor sueco PRO foi invadido pela polícia. A coincidência alimentou rumores, embora a empresa negue que hospede o serviço de busca de torrents. Pouco depois, o pessoal do site disse ao Torrent Freak que o problema foi mais simples: falta de luz. O site já voltou ao ar normalmente.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fraude - Explicando a grande recessão

Nesse recente documentário de aproximadamente 50 minutos, há tudo que você precisa saber a respeito da crise econômica mundial.


http://vimeo.com/50210131